quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Primavera


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

©Cecília Meireles

terça-feira, 18 de setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

O design explorado também na máquina de costura

Elegante, minimalista, bonita, intuitiva, simples, leve visualmente, adjetivos ecológicos são abundantes para descrever o projeto da máquina de costura Alto. "Eu tenho meus momentos de luta contra a agulha e linha, tentando consertar algumas roupas rasgadas", diz o jovem designer estudante Sarah Dickins, da Universidade de Loughborough, no Reino Unido. Um veio flexível substitui o sistema tradicional para criar um arco quadro original, o que aumenta o espaço de trabalho para a direita da agulha, para apoiar os tecidos, e melhora a visibilidade da área de costura. Um sensor de pressão localizado nos pés de borracha sob, é possível controlar a velocidade da máquina de uma maneira natural e intuitiva, empurrando os dedos sobre a superfície de madeira. O resultado? Os primeiros testes do protótipo, os voluntários descreveram a experiência como "muito natural" e que "você automaticamente sabe como usá-lo."



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012